O objeto transicional é um termo usado na psicanálise winnicottiana e é um conceito de grande importância para a clínica infantil.

Para entendermos melhor esse conceito é relevante dizer que o primeiro objeto de amor para o bebê é a mãe.
Assim, objeto transicional, como o próprio nome diz, é aquele que a criança utiliza no “lugar” dessa mãe para suportar a sua ausência, inclusive porque nos primeiros meses de vida a criança não tem consciência de que ele e a mãe são seres diferentes. O objeto que a criança se apegará será um mediador entre ela e a mãe.

Por isso que para Winnicott, o objeto transicional ocupa no psiquismo da criança um lugar que traz conforto, como se fosse um cobertor de segurança, uma vez que promove conforto psicológico, geralmente em momentos difíceis, angustiantes, ou até mesmo na hora de dormir.

Esses objetos entre as crianças pequenas, geralmente assumem a forma de um bichinho de pelúcia, um paninho, e são muitas vezes chamados por um nome específico dado pela criança.

Aqui vamos falar de um narcisismo que vai por um caminho de um transtorno.

A pessoa que tem este transtorno de personalidade narcísica tem uma percepção grandiosa de si mesma, pensa que é merecedora de tudo e nunca acha que as pessoas ao seu redor estão à sua altura.

Geralmente são pessoas cujo desenvolvimento emocional foi pouco favorecido pelos seus cuidadores. Na verdade, ela se considera superior como uma defesa, para não entrar em contato com suas fragilidades. Por trás de toda essa postura de “grandiosidade”, há alguém frágil, carente, com baixa autoestima e desamparada.

Quando falamos da maternidade, esse transtorno pode trazer grandes comprometimentos aos filhos. A mãe narcisista sempre se achará a certa. A filha (quase nunca o filho) nunca consegue satisfazê-la, agradá-la ou até mesmo receber um reconhecimento afetuoso.

É uma pessoa extremamente tóxica e causa sérios transtornos ao desenvolvimento psicoafetivo dos filhos.

Os cuidados para uma pessoa com esse transtorno é muito difícil visto que para ela o outro sempre estará errado. Neste caso as pessoas que se relacionam com ela devem procurar ajuda para conseguirem sair dessa relação tóxica.

Narcisismo secundário

No narcisismo primário aprendemos que o bebê toma para si o objeto de prazer para depois conseguir fazer esse investimento no outro.

No narcisismo secundário vemos uma falha nesse investimento externo. A libido será retirada dos objetos externos e retornará ao ego. Ou seja, o bebê não conseguirá investir no outro, apenas nele mesmo.

Podemos ver isso na depressão, por exemplo, em que o indivíduo desinveste de tudo e fica com os seus próprios pensamentos.

Existe uma retirada da libido com a qual o objeto estava investido. O eu acumula toda essa libido, separando-se do objeto. Ou seja, todo investimento nas pessoas e no mundo exterior é retirado e redirecionado para ele mesmo.

O narcisismo é ruim?

Ouvimos muito sobre o narcisismo no sentido ruim, mas será que o narcisismo é ruim? O que é o Narcisismo?

Todos nós precisamos desse investimento narcísico dos nossos pais quando somos bebês. A ausência dele fará com que exista falha no desenvolvimento emocional.

O primeiro investimento para o bebê é da família. Através do narcisismo dos pais é constituído o narcisismo do bebê. Mas como?

Quando os pais apresentam o bebê como ´´eu fiz“ ´´é meu“ ´´esse é o meu filho“ eles estão investindo amor nesse bebê. É o bebê o centro do universo. Tudo funciona pra ele.
Dessa forma, o bebê é o investimento dos pais. Ele toma para ele mesmo o objeto de prazer para depois conseguir investir no outro.

Esse é o que Freud denominou como narcisismo primário. Ele é importante para o desenvolvimento do indivíduo e como este se enxergará. Quando existe alguma falha nessa fase é possível que o indivíduo não consiga constituir a imagem de si mesmo, o que pode causar sentimentos como impotência e fragilidade.

O Narcisismo e a culpa
Você sabia que a culpa que tanto sente pode se tratar de um sofrimento narcísico?

Não estamos aqui dizendo que toda culpa se trata disso, mas que a culpa pode tranquilamente ser um dos nomes dados ao narcisismo, isso pode

Achar que poderíamos ter evitado tal situação que na verdade não sabemos se poderíamos de fato ter evitado, é um sofrimento narcísico e superegoico. Pois nem todas as situações dependem apenas de nós mesmos.

´´Mas se eu tivesse feito isso“
´´Se eu não tivesse feito aquilo daquela forma“ Me culpo e em alguns casos me torturo com essa culpa me colocando no centro, como principal peça para que tudo tivesse sido diferente e até mesmo para que tudo tivesse dado certo. Eu não reconheço o outro nessa relação. Eu não reconheço que existem muitas coisas que não dependem apenas de mim. E que eu não tenho o controle absoluto de tudo.

Neste caso reconhecer o outro e o papel que este representa é libertador.

Como podemos identificar a dependência emocional?

Apesar de a maioria dos casos vistos serem do sexo feminino, os homens também podem apresentar a dependência emocional.
Ela se caracteriza por colocar o outro como o centro da sua vida. Com a necessidade de aprovação, amor e atenção extrema. Podemos encontrar a dependência emocional em qualquer relação: relação afetiva, familiar, de trabalho ou entre amigos.

Todos nós temos uma ou algumas pessoas que nos acolhem e nos apoiam quando estamos vulneráveis. Vemos isso nas relações do dia a dia. Porém, quando a pessoa é dependente emocionalmente ela vivencia isso de forma intensa, prejudicando a sua saúde mental e a sua forma de lidar com o meio ambiente. Ela necessita do outro para conseguir ´´viver“.

Esses indivíduos tem a tendência de se sentirem desvalorizados frente as outras pessoas em seu meio. Elas são tão dependentes, emocionalmente falando, que qualquer mudança na forma de serem tratadas pode gerar um desequilíbrio.
Essa dependência pode estar ligada ao apego aprendido na infância. Podemos dizer que um apego seguro não dá origens a indivíduos dependentes emocionalmente, mas um apego ambivalente e preocupante, sim. E este modelo se estenderá para todas as suas relações.

Importante sabermos que na dependência emocional vemos comportamentos exagerados, em que comprometem a rotina do indivíduo, fazendo com que o mesmo fique desestabilizado quando não tem esse apoio emocional que espera de determinada pessoa. É diferente das relações saudáveis em que as duas pessoas da relação cuidam uma da outra com respeito, sem perder a sua singularidade.

Portanto se você se identificou com esse post ou conhece alguém que se comporta dessa forma, indicamos que procure ajuda de um profissional.
E se você tem interesse em conhecer mais sobre estes e outros assuntos comenta aqui embaixo que entraremos em contato com você.

Obs. As informações citadas aqui não são critérios para um diagnóstico. Procure ajuda especializada.